A gravata surgiu em Roma, no século I a.C. Nos dias mais quentes, os soldados romanos, para se refrescar, usavam a “focale”, uma espécie de cachecol úmido amarrado ao pescoço. Apesar de prática, a gravata romana não virou moda.

“Focale” ( lenço no pescoço )

Em 1668, um regimento de mercenários croatas a serviço da Áustria aparece na França usando cachecóis de linho e de musselina.

Rei francês Luis XIV usa ‘cravate’ em 1667 (Foto: Reprodução/Wikimedia Commons)

Os franceses, com sua característica preocupação com o vestuário, adoraram o cachecol iugoslavo e logo começaram a aparecer em público – homens e mulheres – usando gravatas. Eram modelos de linho ou de renda, com nós no centro e longas pontas soltas.
Os franceses passaram a chamar seus lenços de pescoço de “cravate” (gravata, em inglês), porque em francês essa palavra significa também croata.

Dandies parisienses de 1830 (Foto: Reprodução/Wikimedia Commons)

A gravata moderna só veio cair no gosto popular no final do séc XIX, e era destinada ao público masculino.

Ainda nessa época, as mulheres também começaram a usar gravatas com blusas e saias, embora se tratasse de uma tendência e não de uma moda duradoura.

As gravatas retornaram com parte da moda unissex da década de 60.

Segundo a Enciclopédia da Moda, de Georgina O’hara, cachecol significa: tira longa de tecido, geralmente tricotada em lã à mão ou à máquina. É enrolada em volta do pescoço quando faz frio. Também é conhecido como “cachenê”, do francês “cache-nez”.

Considerações à parte, o fato é que o cachecol sempre foi recebido de braços abertos no inverno. Vale a pena investir! O acessório novo faz uma ótima parceria até com as roupas mais velhas. O resultado é um visual moderno e divertido para diversas ocasiões.

Anúncios