No dia 14 de maio em Veneza, aconteceu o desfile da resort collection (ou cruise collection, ou alto verão) da Chanel. A escolha da locação não podia ser melhor, afinal lá era um dos locais preferidos de Mademoiselle Chanel para passar seus verões. A cidade não só serviu de locação para um desfile no melhor estilo praiano, como também foi inspiração para própria coleção.

De um lado veio aquele lado mais místico da cidade, dos tempos do século XV, quando a cidade era um dos principais portos da Europa. De outro veio todo o glamour de veraneio, com aquele estilo navy super bem característico de Veneza. As listras vinham nas mais variadas formas, pequenininhas ou mais largas, as vezes num estilo bem náutico e as vezes mais parecida com as roupas dos gondoleiros da cidade. O denominador comum era um certo ar romântico e levemente sensualizado. Isso pelos vestidos meio anos 20 bem soltos, caindo levemente sobre os corpos sem marcar a cintura, revelando pedaços de pele com o movimento do andar ou do vento.
Apesar de alguns elementos trabalhos de formas bem literais, como por exemplos os óculos usados como máscaras venezianas, o tempo se mesclou perfeitamente com o universo da marca. Os vestidos longos à la anos 20, os cardigans bem levinhos de tweed e os clássicos tailleurs vinham bem mesclados com peças mais “divertidinhas” de beachwear, ou peças mais simples como blusinhas bem soltas, camisetinhas navy, alguns jeans e blazers de mais pequenininhos.
E agora, mostro pra vc’s, as imagens da nova campanha da coleção. Num clima bem sombrio, mas ainda meio romântico e sensual, é meio que uma continuação/variante do filminho que Karl Lagerfeld fez meio como teaser da coleção, o Fitting Room Folies.


Essas cruise/resort collections ou coleções de meia estação parecem não acrescentar nada de novo. São totalmente voltadas para o lado comercial, para as vendas e não trazem quase nenhuma informação de moda mais relevante. Eu sei que o foco não é esse, que é mesmo uma jogada de marketing para incentivar o consumo, quase como que uma resposta do mercado de luxo para fast-fashion.
Mas gente, e aquela história de que a gente precisa de peças mais atemporais, duráveis e bla bla bla. Se isso é verdade porque a gente precisa ver coisas “novas”, que no fundo não nos acrescentam em nada, a cada 2 ou 3 meses?
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